segunda-feira, setembro 27, 2004

Votar: Direito? Dever? Chantagem?...

Votar: Um Direito, um Dever, uma Obrigação ou uma Forma de Chantagem.


Tenho visto, com verdadeiro asco, estas propagandas governistas sobre o tal "Direito de Votar", e tenho me feito esta pergunta: se o ato de votar é um "direito", porque eu sou OBRIGADO a votar?

Vamos primeiramente, ver o conceito, segundo o Dicionário Aurélio, de cada uma destas palavras:

DIREITO: Aquilo que é justo, reto e conforme à Lei. Faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato. (Grifo meu)

DEVER: Ter obrigação de; Ter de pagar; estar na obrigação de restituir; Estar obrigado; estar em agradecimento; Dever; Estar obrigado ao pagamento de.

OBRIGAÇÃO: Imposição, preceito; Vínculo jurídico, oriundo da Lei ou de ato da vontade, que compele alguém a dar, a fazer ou não fazer algo economicamente apreciável, em proveito de outrem.

CHANTAGEM: Ato de extorquir dinheiro, favores ou vantagens a alguém sob ameaça de revelações escandalosas, ou secretas.


Muito bem. Agora, vamos ver o que dizem os Tribunais Eleitorais, Nacional e Regionais, sobre esta questão, ou seja, se você não votar:

Não votei e não tenho justificativa. E agora?
Dirija-se a qualquer Cartório Eleitoral e solicite sua regularização. Será cobrada multa arbitrada pelo Juiz Eleitoral, referente a cada eleição em que você deixou de votar. Após a apresentação do comprovante do pagamento você receberá a Certidão de Quitação Eleitoral.

Como faço para pagar a multa por não ter votado?
Você deve ir, munido de seu título e RG, ao seu cartório, onde será preenchida a guia de recolhimento de multa, que poderá ser paga em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou Casas Lotéricas.

E se eu não votar nem pagar a multa?
Sem a prova de que votou, pagou multa ou de que se justificou devidamente, o eleitor não poderá inscrever-se em concurso público, obter passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, participar de concorrência e praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda. Se o eleitor deixar de votar em três eleições consecutivas, o título será cancelado.


Agora eu pergunto: isto é ou não é a mais pura e deslavada chantagem?

Como que este bosta do governo faz propaganda de que o voto é um DIREITO, mas não diz que, se o coitado do cidadão não votar, ele vira indigente.

O tal serviço militar é outra forma de chantagem. Ou você se alista, ou é considerado, segundo o próprio Exército Brasileiro, REFRATÁRIO, ou seja, um fugitivo da Lei. Quer dizer, se você não se obriga a servir de saco de pancada para os palhaços da tal Forças Armadas, você se transforma em um criminoso. Aliás, alguém sabe pra que servem as Forças Armadas no Brasil? Não me venham dizer que é para guardar as fronteiras, porque nem pra isto eles servem. Não é à toa que estão invadindo a Amazônia. Mas isto é assunto para uma outra oportunidade...


Voltando a falar da palhaçada das eleições.

Depois de muito me irritar nas filas durante as últimas eleições, resolvi que este ano, e provavelmente a partir dele, não votarei. Não me venham falar em obrigação moral. Recuso-me terminantemente a ser uma marionete nas mãos “deles”... Prefiro pagar a tal multa arbitrada pelo Juiz Eleitoral do que servir de capacho. Estive me informando e o valor é algo em torno de R$ 8,00. Eles podem pegar estes míseros oito reais, e usar como canudos para coçar seus ânus, ou fazerem qualquer outra coisa.

Mas meu voto eles não terão!



Não vou votar!

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sábado, setembro 25, 2004

Gotas de Vodka

Oi Blog...

Sabe, estou com alguns textos aqui para postar e confesso que fiquei na dúvida sobre qual deles usar... até que me caiu às mãos uma piada... e resolvi optar por ela, até mesmo para quebrar um pouquinho o clima de extrema seriedade e rancor, como já ouvi... hehehe

Vamos ao texto...

GOTAS DE VODKA

O novo Padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão, que quase não conseguiu falar. Antes do seu segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao Arcebispo como poderia fazer para relaxar, e este lhe sugeriu que, na próxima vez, colocasse umas gotas de vodka na água, que depois de uns goles estaria mais relaxado.

No domingo seguinte, aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem, que poderia falar algo no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava.
Depois de regressar à reitoria da paróquia, encontrou uma nota do Arcebispo dizendo:

"Querido Padre, gostaria de chamar sua atenção para alguns detalhes de sua missa:

1) Na próxima vez, coloque gotas de vodka na água, e não gotas de água na vodka;

2) Não coloque limão na borda da taça;

3) O missal não é apoio para o corpo;

4) O manto da imagem de Nossa Senhora não deve ser usado como guardanapo;

5) Existem 10 Mandamentos e não 12;

6) Existem 12 Apóstolos e não 10;

7) Não nos referimos à Cruz como 'aquele T grande';

8) Não nos referimos ao nosso Salvador Jesus Cristo e seus Apóstolos como 'JC e sua Banda';

9) Não nos referimos à Judas como 'Filho da Puta';

10) O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são 'O Velho, Júnior e o Aparecido';

11) Judas não enforcou Jesus, e Tiradentes não tem nada a ver com a história;

12) Backstreets Boys não estava na relação de música do coro;

13) Aquela 'caixinha' era o confessionário e não o banheiro;

14) A iniciativa de chamar o público para dançar foi muito plausível, mas fazer trenzinho e correr pela igreja, não;

15) A água benta é para benzer e não para refrescar a nuca;

16) As hóstias devem ser distribuídas para o povo e não usadas de aperitivo para acompanhar o vinho;

17) Aquele pregado na Cruz era Jesus Cristo e não Raul Seixas;

18) Edir Macedo não é Diretor Financeiro da Igreja Católica;

19) Procure usar roupas de baixo da batina;

20) Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor;

21) O nome do Papa é João Paulo e não Daniel, e nenhum dos dois fez dupla com Xororó;

22) Os pecadores quando morrem vão para o inferno, e não para a puta que os pariu;

23) Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei estas falhas. Lembro ainda que uma missa leva em torno de 1 hora e não 2 tempos de 45 minutos;

24) Numa missa não se faz perguntas ao público, nem existem cartas e universitários;

25) Aquele sentado no canto do altar, ao qual você referiu-se como 'travesti de saia' era eu.


Espero que tais falhas sejam corrigidas no próximo domingo.

Atenciosamente,

Arcebispo".
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segunda-feira, setembro 20, 2004

Projetos

Projetos... projetos e mais projetos...

Minha vida parece estar cheia deles, e não consigo tempo para executá-los ou, ao menos, começá-los...

É verdade que alguns eu até já comecei, mas eles ficaram, no máximo, pela metade... Gostaria que o dia tivesse mais do que 24 horas...

Me sinto literalmente atropelado e esmagado pelo tempo e isto tem me irritado...

Vangelis me acompanha nesta divagação...

Falando em projetos, estou prestes a começar um que, muito provavelmente, me acompanhará até meu último dia por aqui... e quem sabe, este projeto continue mesmo depois que eu me for...

Depois de passar pela Antártida, sou levado, pela Carruagem de Fogo, à Conquista do Paraíso, e de lá, sei que irei para o Himalaya... e continuarei a vagar, acompanhado por Vangelis.

Tenho revisado muitas coisas nos últimos dias. Reavaliado umas, descartado outras... e sempre chego à uma triste e sombria conclusão: alguma coisa ficou lá atrás, alguma coisa que me chama, que me faz falta mas que, de alguma forma, eu SEI que não terei nunca mais a oportunidade de tê-la, ou pelo menos de saber o que é...

Dentro de alguns meses, estará chegando umas das épocas mais detestadas por mim. O Natal. Será que desta vez será diferente? Não creio. Por mais que haja mudanças, há certas coisas, certos sentimentos – ou falta deles – que nos acompanham por todos os dias.

Outro dia, uma maluca colega minha me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim, mas ela insistiu que não... coisa maluca, isto de alguém perguntar como você está e não querer aceitar sua resposta... e o pior, como se fosse uma vidente – coisa que não creio que seja – tascou a frase: “Mas não se preocupe, você vai ficar bem!”.... eu hein... e depois sou eu o maluco.

Melhor eu parar por aqui... de qualquer forma, não sei se gostei ou se estou odiando ter voltado a escrever. Ao mesmo tempo em que escrever me faz bem, sinto que cada palavra suga um pouco de mim... ou de minha sanidade.. HAHAHAHAHA

Realmente, acho que é a minha sanidade que estou perdendo. Ou não... já não sei mais nada... sei apenas que vou continuar viajando junto com Vangelis, e que, talvez, daqui a pouco eu mude de companhia e vá viajar um pouco com Kitaro, Ênia ou Lorena... ou talvez eu viaje um pouco com cada um deles...


Boa noite, Blog.

PS: Me deu uma vontade louca de falar sobre o lago Ness, nem sei porque, mas vou deixar isto para outra ocasião.
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terça-feira, setembro 14, 2004

Durante Alighieri

14 de Setembro de 1321. Morria aquele que seria conhecido até os dias de hoje como DANTE ALIGHIERI. Nascido em Florença em 1265, perdeu sua mãe quando ainda criança e seu pai qunto tinha 18 anos.

Pouco se sabe sobre sua vida e a maior parte de informações sobre sua educação, família e opiniões, são, muitas vezes, puras suposições. E justamente por esta falta de informação é que surgiram tantos mitos em volta deste poeta. Suas duas obras mais famosas Vida Nova (La Vita Nuova) e a Divina Comédia (Commedia) trazem em suas entrelinhas algumas informações sobre sua vida.

Na Vida Nova fala de seu amor platônico por Beatriz (provavelmente Beatrice Portinari) que encontrara pela primeira vez quando ambos tinham 9 anos e que só voltaria a ver 9 anos mais tarde, em 1283. Na verdade, Dante escreveu este livro pouco depois da morte dela, com quem nunca chegou a se casar nem a se declarar, nutrindo apenas um louco amor platônico.

Acusado de corrupção, improbilidade administrativa e oposição ao papa, foi banido da cidade. Durante seu exílio, Dante escreveu duas obras importantes em latim: De Vulgari Eloquentia, onde defende a língua italiana e Convivio, incompleto, onde pretendia resumir todo o conhecimento da época em 15 livros. Também escreveu um tratado chamado De Monarchia, defendendo a completa separação entre o estado e a igreja.

A Commedia, mais tarde batizada de A Divina Comédia, e pela qual Dante é conhecido até hoje, consumiu seus últimos 14 anos de vida, culminando com Paraíso.

Convidado para retornar à Florença, Dante se recusou a tal, por entender que os termos para seu regresso eram humilhantes, semelhantes aos reservados à criminosos perdoados. Continuou em Ravenna, onde morreu e foi sepultado com honras.


Infelizmente, excetuando-se A Divina Comédia pouca coisa consegue-se das outras obras de Dante... considerado por muitos como um dos maiores poetas até os dias de hoje, Dante deixou, na Comédia, textos que servem até os dias de hoje para teatros, livros, filmes, pinturas, pensamentos... enfim, uma visão do Inferno, Purgatório e Céu como ninguém nunca ousou fazê-lo.


"Assim se estendeu o sublime vigor de minha fantasia; mas já impulsionava o meu desejo e a minha vontade, como roda cujas partes giram todas igualmente, o Amor que move o sol e os outros astros."
O Paraíso
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domingo, setembro 12, 2004

Sem Bandeiras

Sem bandeiras,

nem hinos, nem credos.

Sem verdades,

mas sem dúvidas insolúveis.

Sem pensar demais

sem sentir demais

nem arruinar-me.

Tudo simplesmente.

Mesmo na eterna complicação da vida.

É como eu gostaria,

e eu gostaria

e eu gostaria

demais.

Mas no mudo rolar das engrenagens

bem lubrificadas

engraxadas

as bandeiras, os hinos, os credos

as verdades tolas, todas,

pensando demais,

sentindo demais,

arruino-me, simplesmente, complicado

na eterna simplificação da vida.

Não é como eu gostaria

e eu gostaria,

e eu gostaria,

demais.



*Sem Bandeiras, um pequeno livro de poesias de inspiração libertária e humanista, publicado em 1981. Delineamentos de uma política libertária é, em forma poética, o esboço do que seria (ou será?) uma análise mais detalhada dos fundamentos de uma política libertária.
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quinta-feira, setembro 09, 2004

Caminhar

Silêncio!
Façamos silêncio,
Mesmo que seja por parcos minutos,
E ouçamos a voz distante e próxima.
No ar, paira a eterna dúvida,
A pergunta sem resposta.
Caminhamos lado a lado com cadáveres
Que nos olham como se fossemos
Velhos conhecidos;
Ao longe, o horizonte
Parece afastar-se cada vez mais.
Olhamos ao redor, e nada mais há,
A não ser o vazio
Preenchido momentaneamente
Pela etérea bruma das
Lembranças esquecidas.
Aos poucos, esvai-se junto com as lembranças...
Voltamos a caminhar,
Voltamos a buscar o distante horizonte,
Voltamos à balbúrdia.
Voltamos a fingir.

Lá atrás, uma negra sombra
Nos observa...
E ri... enquanto se funde ao nada.
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terça-feira, setembro 07, 2004

Imagens....

Pronto! As imagens já estão todas recolocadas em seus devidos lugares...

Espero não ter esquecido nenhuma.

Aos poucos, Blog, você começa a tomar ares decente novamente... sei que ainda faltam alguns detalhes, como acertos no sistema de comentários... mas aos poucos vamos apontando as arestas...
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domingo, setembro 05, 2004

Retorno...

Depois de mais de 16 meses sem postar, completamente afastado do blogger, em completo e total silêncio, resolvi retomar este que, durante alguns meses, foi minha forma de expressar, ora indignação, ora completos devaneios, ora simplesmente digitando coisas do cotidiano...

Não vou dar aqui explicações do porque de meu afastamento... até mesmo por não saber se houve verdadeiramente um motivo para isto.

De qualquer forma, retorno. E espero sinceramente não me ausentar novamente tão cedo.

Sei que algumas coisas ainda estão meio fora do lugar, como algumas imagens dos posts anteriores faltando, o sistema de smiles do Comentários ainda não está funcionando, mas pretendo, aos poucos, colocar tudo no seu devido lugar e funcionando...

Minha primeira dúvida, assim que eu decidi retomar o blogger, foi "o que escreverei?". Há vários assuntos sobre os quais gostaria de falar, mas decidi começar pela transcrição de uma carta que me chegou às mãos, da jornalista Meméia Rodrigues ao Presidente Lula... Sei que muitas pessoas já leram e releram esta carta, mas àqueles que ainda não tiveram o deleite, ei-la:
______________________________________________________

Carta ao presidente Lula


Senhor Presidente,


Foram muitas as manifestações de desagrado provocadas por sua afirmativa de que os jornalistas são ''covardes" porque não defendem esse novo organismo que quer orientar o trabalho dos profissionais da imprensa.

Fiquei surpresa. Afinal de contas, acho que o senhor tem absoluta razão quando chama a nós, jornalistas, de covardes.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque nunca ouvimos com atenção àqueles que nos diziam que o senhor seguiu cursos nos Estados Unidos promovidos pela AFL-SIO, a maior central sindical do mundo, especializada em formar líderes classistas da América Latina para que pudessem controlar reivindicações que atinjam o coração do capitalismo.

E que mantenha laços com a central, conhecida por ter educado o maior número de pelegos da história de luta dos trabalhadores.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque consideramos exagero da direita quando nos diziam que o senhor exercia poder de censura nos jornais sindicais que controlava para impedir o surgimento de líderes que o ofuscassem.

E são muitos os exemplos. Os jornalistas que foram subordinados ao senhor nessa época se lembram bem dos acontecimentos. Mas foram covardes em não levar a queixa à Federação Nacional dos Jornalistas, por exemplo.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque jamais aprofundamos com seriedade as denúncias que o envolviam em transações nebulosas com compadre Teixeira.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque fizemos vista grossa quando o tesoureiro de sua campanha vitoriosa, Delúbio Soares, um professor da escola pública (e todos sabemos que professores de qualquer instituição são mal pagos) começou a exibir sinais externos de riqueza, promovendo uma festa de aniversário em sua fazenda onde pousaram três aviões.

Nenhum de nós se indagou como um assalariado e militante sindical conquistou, em tão pouco tempo tantos recursos para ter uma fazenda com campo de pouso.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque não exploramos devidamente o fato de o senhor ter conseguido tão cedo sua aposentadoria e agora nos impõe mais anos e anos de trabalho.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque nunca informamos nossos leitores que o senhor se recusou a participar da campanha da anistia porque não queria de volta aquele "bando de comunistas".

E só se mobilizou porque foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional.

Nunca o chamamos de oportunista e isso foi covarde.

Somos covardes sim, senhor presidente!

Somos covardes porque a História assim nos transformou.

Porque nossa profissão foi uma das mais atingidas pelo regime militar que nos governou por tantos anos e, a cada companheiro que tombava, nossa coragem se deteriorava.

Mas onde estava o senhor e sua coragem quando assassinaram nosso colega Wladimir Herzog?

Por favor, não venha me dizer que o senhor estava lutando pela sobrevivência porque era isso que nós também estávamos fazendo, mas gritamos, esperneamos. Talvez por medo, covardia.

Finalmente quero lhe dizer, senhor presidente, que somos covardes porque douramos sua biografia, colaborando para que o senhor conquistasse o posto máximo de nosso País e hoje não pedimos desculpas ao povo brasileiro por termos criamos um ídolo de areia

Somos covardes sim, senhor presidente!

Mas o senhor é corajoso!

O senhor tem coragem de editar medidas de exceção para deixar na impunidade banqueiros que cometem crimes diários contra um povo que a cada dia mais se empobrece.

O senhor tem tanta coragem que prefere não enfrentar covardes jornalistas que ousam discordar de suas medidas porque elas querem resgatar a censura a qual combatemos enfrentando riscos para nossas vidas; medidas que querem castrar a informação que diz ao povo que seu tesoureiro de campanha passou dos limites, lembrando outro tesoureiro de triste memória; medidas que pretendem omitir as notícias de que seus companheiros são pessoas que jamais tiveram qualquer comprometimento com o povo brasileiro e queriam apenas chegar ao poder.

E isso não é diatribe desta covarde profissional que lhe escreve.

Foi dito pelo seu companheiro João Paulo, presidente da Câmara dos Deputados.

O senhor tem tanta coragem, que apesar de suas limitações intelectuais sai por aí dizendo que Napoleão foi à China, fato que nem a criativa e rica literatura de cordel registra e que a Namíbia nem parece África porque é limpinha.

Mas seu maior gesto de coragem, senhor presidente é que mesmo depois de ter enganado 53 milhões de pessoas prometendo mudanças para deixar nosso povo menos miserável, ainda pretende ficar no poder por muito tempo.

Isso sim, é uma admirável coragem.

Saudações de uma profissional que foi tão covarde que mesmo sabendo quem é o senhor, não teve coragem de dizer que aquele operário estava nu. Mas mesmo assim queria ser rei.
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Será Petróleo?